uma mala para chegar a firenze

>> quarta-feira, 16 de junho de 2010


depois de muito pensar, decidi começar o relato da minha viagem de forma não-linear, como muitos franceses e italianos gostam.

assim sendo, começo contando sobre a minha ida de paris para a cidade de florença, na região da toscana.

viajar de trem de paris para florença é fácil? NÃO, não é. mas também você não vai morrer se fizer isso (afinal, eu fiz isso e estou aqui, vivinha da silva).

a questão é: tudo depende do tamanho das suas malas, da sua claustrofobia e da sua paciência para viajar longas 9 horas. é possível dormir até que com conforto mesmo na segunda classe (só não dormi direito porque fiquei com medo de perder a minha parada - novata!). meu único problema na verdade foram as malas (mas minha mãe morreria de claustrofobia). como vou morar quase 3 meses na europa, não consegui vir com uma mochila nas costas (além do mais, se eu gosto de usar minhas roupinhas diferentes no brasil, imagina aqui na europa, não é).

chegar na gare de bercy já foi um desafio por si só. milhares de escadas não rolantes, duas malas, 40 kg de bagagem e apenas eu e a elisa (mãe do diego, amigo da isa, minha amiga) para carregar tudo. após encontrar (poucas) almas boas pelo caminho que nos ajudaram (um pouco), conseguimos chegar na estação de trem.

e vocês devem estar se perguntando: "por que não pegou um avião?" resposta: porque eu ia pagar 200 euros de excesso de bagagem! (10 euros por quilo extra - o limite máximo é 20kg - hahahahaha!!!). fora isso, o avião vale a pena porque é quase o mesmo preço que o trem (às vezes é menos!) e demora duas horas.                                                     
(eu e a elisa, minha companheira
               de fotos malucas em paris)                

  (aquele cara lá atrás na janela ajudou
a acalmar o velhinho italiano)




(dica: compre comida para levar no trem.
esse lanchinho me custou a bagatela de 8,50 euros. ui!)
(ah! e compra no supermercado, porque na estação de trem
sai mais caro do que dentro do trem)

já no trem, passei por uma situação que parece piada. na minha cabine ficamos eu (a brasileira), um velhinho italiano (que ficou muito tenso com o excesso de malas de todos), dois árabes e um americano. e adivinha quem foi cavalheiro e me ajudou com as malas? os árabes! sim, eles foram muito educados e me ajudaram a descer com todas as tralhas do trem.

(na foto acima: o americano e um dos árabes.
e por que não tem fotos dos outros?
gente! não dava para ficar tirando foto dos outros.
eles iam perceber!)



mas cheguei em florença e deu tudo certo. peguei um táxi e, depois de 20 minutos e 15 euros, parei diante do prédio onde ficarei meus primeiros 15 dias na itália. (suspiros)
mas em paris... não teve taxi não.

agora, imagina eu chegando em paris, sozinha, e com aquelas malas todas. minha parada era na estação cité universitaire do RER B (linha de trem de paris). quando chegou lá, a porta abriu e eu vi que a minha mala praticamente cabia no buraco entre o trem e a plataforma. e aquela cara de pau da moça da gravação ficava dizendo: "atenção ao descer do trem". cria vergonha na cara e arruma isso! mas graças a deus achei pessoas simpáticas o suficiente (mesmo na frança) que me ajudaram a descer as malas. até cheguei a acreditar que os franceses poderiam realmente ser simpáticos e educados. mas garanto a vocês que simpatia parisiense é artigo raro...

mesmo assim, tudo valeu a pena. paris é linda, apesar dos franceses. e aos poucos vocês irão ver do que eu estou falando...

                                        uma pequena amostra... (suspiros)

p.s.: na parte dos links estão os endereços dos sites das companhias aéreas mais baratas (que fazem voos locais na europa) e também o link para ver informações das passagens de trem saindo da frança.

2 comentários:

Isabel,  16 de junho de 2010 às 18:40  

Eu que tirei a foto com a flor no cabelo!!! hahahaha Paris é linda sim! Prontofalei!

Anônimo,  25 de junho de 2010 às 19:55  

Paris é realmente linda...e concordo com a Mary, de preferência sem os franceses!

Bjos da Flávia

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